Hemoglobina Glicada (glicosilada ou glico –hemoglobina):
Em adultos, os eritrócitos normais contêm hemoglobina A (97% do total), HbA2 (2,5%) e HbF (0,5%).
Por diferentes métodos eletroforéticos e cromatográficos, foram detectadas subfrações da hemoglobina A, identificadas como HbA1a, HbA1b, e HbA1c e, coletivamente denominadas hemglobinas glicadas, (hemoglobinas glicosiladas ou glico-hemoglobinas).
A fração HbA1c constitui, aproximadamente, 80% da HbA. As hemoglobinas glicadas são formadas pela adição espontânea de glicose ao grupo amino terminal livre das proteínas hemoglobínicas, por reações não enzimáticas.
A velocidade de síntese é proporcional à concentração de glicose onde os eritrócitos estão expostos. Os conteúdos destas subfrações aumentam com a idade dos eritrócitos.
O estudo dessas hemoglobinas é realizado, principalmente pela medição da subfração HbA1c em pacientes com diabetes mellitus.
Esta avaliação indica o controle metabólico do paciente nas 8 a 10 semanas precedentes ao teste, enquanto a glicemia reflete o controle somente nas 24 horas anteriores.
A HbA1c deve ser monitorada a cada três ou quatro meses em pacientes diabéticos estáveis e, a cada um ou dois meses , em pacientes diabéticos com pobre controle glicêmico.
Grávidas diabéticas (especialmente do tipo I) são avaliadas uma a duas vezes ao mês para um controle mais efetivo.
A terapêutica insulínica deve ser ajustada em pacientes diabéticos, se a HBA1c ultrapassar 10%. Na monitoração de diabéticos, variações de 2% entre duas avaliações é considerada clinicamente significante e indicativa de um melhor ou pior controle glicêmico.
O teste não é adequado para o monitoramento de pacientes diabéticos portadores de hemoglobinopatias, pois a presença de variantes da hemoglobina provoca redução da meia-vida das hemátias e, portanto , do tempo de exposição da hemoglobina às variações dos teores de glicose circulante, diminuindo o percentual de hemoglobina glicada. Nesses casos é recomendado o acompanhamento desses pacientes pela dosagem de frutosamina.

Representação gráfica de moléculas de glicose ligadas irreversivelmente à hemoglobina (re-arranjo de Arnoldi).
Determinação da Glico –hemoglobina:
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Paciente: Não é necessário jejum para a coleta do material.
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Amostra: Sangue total colhido em contendo anticoagulante EDTA-K2. O sangue pode ser armazenado em refrigerador por uma semana. Amostras heparinizadas devem ser ensaiadas no máximo em 48 horas.
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Interferências: - Resultados Falsamente elevados: Ácido acetilsalicílico, antimicrobianos, álcool, hiperlipemia, temperatura e/ou pH do tampão fora das especificações do método. - Resultados falsamente reduzidos: Variantes da hemoglobina (HbS, HbC, ou HbD), temperatura e/ou pH do tampão fora das especificações do método.
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Cuidados na interpretação dos resultados de HbA1c: - Valores maiores que os esperados: O paciente pode estar “manipulando” os valores de glicemia ( uso de hipoglicemiantes) ou conseguiu melhorar o controle glicêmico nas duas semanas anteriores ao exame. Existe a possibilidade de a glicemia estar mais elevada em períodos que não habitualmente avaliados (p.ex: entre as refeições) Anemia por carência de ferro, vitamina B12 ou folato constitui um fator que pode levar a um valor falsamente elevado por aumentar a sobrevida das hemácias. -Valores menores que os esperados: A hemólise e o tratamento intensivo da anemia por carência de ferro, vitamina B12 ou folato, podem resultar em valores falsamente diminuídos, por reduzirem a sobrevida das hemácias durante o período do tratamento.
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Métodos: Embora existam diversos métodos para a quantificação da HbA1c, tais métodos podem ser divididos em dois grandes grupos, de acordo com o princípio utilizado: A separação por diferenças estruturais : cromatografia HPLC / coluna e eletroforese. A separação por diferença de carga elétrica: cromatografia de troca iônica HPLC / coluna e método imunoenzimático.

A cromatografia por troca iônica sofre a interferência de hemoglobinas variantes, como HbS e HbC e também por drogas ou substâncias que alteram a carga da hemoglobina.
Já a cromatografia de afinidade não sofre a influência das hemoglobinas variantes e nem de medicamentos.
No entanto , não consegue quantificar a fração A1c e sim o total de hemoglobinas glicosiladas.
A literatura tem apontado a quantificação da HbA1c por HPLC como o método referendado pelo DCCT (Diabetes Control and Complications Trial)

Entretanto, um novo método (imunoturbidimétrico) foi desenvolvido e utiliza-se da interação Antígeno/Anticorpo para a determinação da Hemoglobina Glicada de forma direta.
O método baseia- se no fato de a hemoglobina total e a fração HbA1c, possuírem o mesmo coeficiente inespecífico de absorção às partículas de látex.
Quando um anticorpo monoclonal de camundongo [anti HbA1c – humana] é adicionado , um complexo [látex / HbA1c-anti humana] é formado.
Em um segundo passo da reação , pela adição de IgG policlonal de cabra anti-camundongo, obtém-se uma aglutinação pela interação entre estes dois complexos antígeno/anticorpo.
A aglutinação obtida , é diretamente proporcional à quantidade de HbA1c absorvida na superfície das partículas de látex.
A calibração e a quantificação do teste é obtida através de uma curva de calibração.
Desta forma, a subfração HbA1c é específicamente quantificada, determinando maior precisão e especificidade no controle do Diabetes mellitus.
Mercado:
O kit para determinação da subfração HbA1c desenvolvido pela Biotécnica – HEMOGLOBINA GLICOSILADA CAT 20.044.0 com apresentação de 15 + 5 ml, proporcionando a preparação de 20 ml de reativo de trabalho, é composto por:
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R1 - Reagente de látex a 0,13% em tampão glicina.
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R2a - Tampão glicina 80 mmmol/l
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R2b - Anticorpo monoclonal de camundongo , anti HbA1c humana e anticorpo policlonal de cabra anti camundongo.
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Solução hemolisante : Para tratamento prévio da amostra.
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Calibrador liofilizado: Para realização da curva de calibração dos testes. (fornecido em separado)
Atualmente o mercado diagnóstico apresenta kits em coluna de troca iônica e reagentes para HPLC (associados ao equipamento ).
Somente a Roche Diagnóstica apresentou um kit baseado no método imunoturbidimétrico (Tinia-Quant).
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Fabricante |
Método |
HbA1c Específico |
Complexo
HbA1 |
Testes
por kit |
| Doles |
Crom. Troca Iônica |
Não |
Sim |
26 |
| In Vitro |
Resina Troca iônica Human |
Não |
Sim |
30 / 60 |
| Laborclin |
Resina Troca iônica |
Não |
Sim |
25 |
| Dialab |
Resina Troca iônica Human |
Não |
Sim |
30 / 60 |
| Eurotech |
Turbidimetria Pointe Scientific |
Sim |
Não |
40 / 120 |
| Biosystems |
Crom Troca iônica |
Sim |
Não |
20 / 100 |
| Gold Analisa |
Crom. Troca iônica Biosystems |
Sim |
Não |
20 / 100 |
| Katal |
Resina troca iônica |
Não |
Sim |
25 |
| Labtest |
Resina troca iônica |
Não |
Sim |
25 |
| Roche |
Turbidimetria |
Sim |
Não |
678 |
| Randox |
Turbidimetria (dimension) |
Sim |
Não |
345 |
| BIOTÉCNICA |
Turbidimetria Duplo anticorpo |
Sim |
Não |
20 |

Vantagem Competitiva:
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Calibrador incluído no kit: Permite ao usuário realizar sua curava de calibração segundo sua necessidade de trabalho, mantendo a dosagem sempre confiável e controlada.
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Apresentação: Apresentação de 15 + 5ml,favorece pequenos volumes de trabalho diário, sem comprometer a validade do reativo de trabalho e o rendimento do kit. Laboratórios maiores podem consumir toda a apresentação em uma única rotina.
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Método Imunoturbidimétrico: Método mais preciso que a coluna de troca iônica, com utilização de duplo anticorpo, proporciona realização do teste para quantificação e específica da subfração A1C da hemoglobina. O método pode ser automatizado e utiliza qualquer analisador bioquímico de rotina, não necessitando de equipamento específico para o teste.
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Solução hemolisante: Fornecida junto com o kit, proporciona preparação correta da amostra , sem erros pré-analiticos.
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Assessoria Científica: Permanentemente em contato com o Distribuidor e fornecendo material técnico de suporte ao cliente.
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Programações para analisadores bioquímicos: Programações já disponíveis e anexadas à este informe. |