Controle Metrológico – investimento para a geração de laudos confiáveis
Os laboratórios de análises clínicas, preocupados em atestar a qualidade dos exames efetuados, têm investido cada vez mais em treinamentos de seus profissionais, aquisição de reagentes e equipamentos de boa qualidade, obtenção de novas tecnologias e certificações da qualidade dos serviços ofertados.
A implementação de todas estas iniciativas eleva custos que, em contrapartida, revertem-se em benefícios no diferencial em busca da fidelização dos clientes e no posicionamento da organização no mercado; ou seja: qualidade não é custo e sim investimento!
Há, no entanto, ações de controle interno da qualidade que devem ser implementadas e seguidas, dentre os quais se destaca o controle metrológico dos instrumentos e equipamentos utilizados na rotina laboratorial.
Todos os investimentos anteriormente citados, podem ter a eficácia comprometida quando não há verificação da confiabilidade dos instrumentos de medição, utilizados. A perda da confiabilidade nos instrumentos tem maior impacto nas análises quantitativas.
O uso de micropipetas descalibradas está dentre os problemas críticos mais recorrentes na rotina laboratorial, pois, o operador normalmente não é capaz de perceber os erros nos volumes mensurados, logo, há comprometimento da técnica analítica que gerará resultados não verdadeiros. Os erros de pipetagem implicam em diluições fora das padronizações experimentais.
Não menos crítico, equipamentos de medições como: pHmetros, condutivímetros, espectrofotômetros (manuais ou automatizados), banhos-maria, dentre outros, são susceptíveis à perda de calibração, que podem ser menos frequentes quando submetidos à manutenções preventivas, com o objetivo de manter o bom estado de conservação dos mesmos e minimizar desgastes que comprometam sua vida útil.
O Laboratórios de Análises Clínicas deve estabelecer quais instrumentos e equipamentos são críticos e devem ser submetidos à controle metrológico. Informar ao realizador da análise quais os erros tolerados para cada item, além de estabelecer a frequência de manutenções preventivas.
O erro tolerado é variável para cada instrumento/ equipamento em função de sua aplicação. Deve ser levado em consideração que margens de tolerância muito grandes, podem gerar resultados não confiáveis, assim como margens de tolerância excessivamente estreitas que levam à grande índice de reprovação de instrumentos/ equipamentos.
Cada situação é específica e deve ser estudada pelo profissional que executa e interpreta as reações laboratoriais.
A confiabilidade das análises pode ser abalada por inúmeros fatores operacionais. Cabe aos laboratórios que procuram a excelência nos serviços ofertados, controlar possíveis interferentes, que no balanço do processo, levam a uma diminuição de re-análises e por consequente: minimização dos custos ao Laboratório de Análises Clínicas gerenciado com profissionalismo.
BioTécnica Ind. E Com. Ltda
www.biotecnica.ind.br
sac@biotecnicaltda.com.br
55 35 3214-4646 |