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Em indivíduos normais o sangue mantêm-se fluido no sistema vascular até que
ocorra algum trauma nos vasos sanguíneos. Nesta situação é ativada uma série
sucessiva de fenômenos físicos e reações bioquímicas que levam a formação do
coágulo ou trombo. Este é o mecanismo fisiológico que evita a hemorragia pela
formação de um tampão sólido, com o objetivo de interromper a perda de
sangue. Após o trauma vascular ocorre uma constrição vascular imediata e em
aproximadamente 15 segundos as plaquetas formam um tampão plaquetário no local
onde as células endoteliais foram danificadas, o que é denominado hemostasia
primária. A hemostasia secundária é o desencadeamento de uma cascata de
reações envolvendo componentes do plasma, que culmina com a formação de uma rede
de fibrina que aprisiona eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Esta massa é o
coágulo formado que adere às paredes dos vasos sanguíneos para controlar a perda
de sangue. A cascata de coagulação pode ser desencadeada por 2 vias distintas
(via intrínseca e via extrínseca), que podem ser estimuladas simultaneamente ou
não. O final da reação em cascata iniciada pelas 2 vias é uma via comum para a
formação do coágulo sanguíneo.
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